Seminário discute futuro do PDT-DF

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            “Que Partido Precisamos para um Brasil que Queremos” é o tema do seminário que o PDT-DF realizará neste sábado, dia 11, de 9h às 18h, na sede do partido, situado no SAFS - QD.02 Lote 03, Plano Piloto – atrás do anexo do Itamaraty. O evento tem por objetivo discutir os temas mais relevantes para seus filiados. No comando do seminário estão o secretário-geral Manoel Dias, o senador Cristovam Buarque e o deputado federal Antônio Reguff.

            O seminário contará com pessoas experientes nas seguintes seis mesas temáticas: Violência e Segurança Pública, com o delegado Éric Seba de Castro; Saúde, Universalização e Qualidade, com o Dr. Dioclécio Campos Júnior; Educação Integral de Qualidade, com o senador Cristovam Buarque; Transporte Público, com o engenheiro Halpher Luiggi Mônico Rosa; Trabalho e Desenvolvimento, comWaldery Rodrigues Junior; e Ética, Transparência e Cidadania, com o deputado federal Antônio Reguff.

            Para o senador Cristovam Buarque, o Brasil já tem muitas siglas (partidos), mas está carente de partidos portadores de bandeiras transformadoras. Para o evento, o senador redigiu uma carta “Compromisso com a Esperança” e reeditou o livro “Viva a Esquerda, a Esquerda já Morreu”. A entrada é franca.

 

Compromisso com a Esperança

                                  

O maior desafio de um partido vinculado aos interesses populares e comprometido com a mudança de rumos do país não é chegar ao poder, é ficar na história como o partido que ajudou a mudar o país.

            Elaborei este texto para ajudar a provocar os debates, tentando libertar a esperança que deve existir dentro de cada militante, mas acima de tudo olhando para a esperança que o povo brasileiro deposita em cada um de nós.  Para simplificar, no lugar de análises, preferi apresentar uma lista de pontos.

1. Na hora dos embates políticos, lembre-se sempre de que você entrou no PDT para fazer uma revolução social, e não para se perder em disputas internas e viver para eleições.

2. Vote sempre de acordo com o partido, mas diga sempre o que pensa.

3. Trate os companheiros das bases sem arrogância, os dirigentes sem submissão, e sem hostilidade com os que pensam diferente de você.

4. Nunca chegue a uma reunião do partido com posição já definida. Espere para ouvir as opiniões dos companheiros.

5. Não seja tutelado.

6. Sinta o que o povo pensa, ouça o que o povo diz. Lembre-se da história e reflita para onde queremos conduzir o futuro do Brasil e do mundo.

7. Procure entender você mesmo a complexidade da sociedade brasileira de hoje. Não se contente com o que dizem: que a luta de classes acabou, ou que a luta de classes de hoje é a mesma de cem anos atrás.

8. Nunca defenda nem apóie privilégios. Escolha sempre o lado dos mais pobres e excluídos.

9. Lembre-se de que o Brasil ainda não completou sua Abolição nem sua República, e que muitas vezes defendemos posições da aristocracia republicana, contrárias às dos excluídos.

10. Escolha bandeiras pessoais que façam de você uma pessoa de esquerda. Não apóie nem tolere qualquer medida que vise a limitar a liberdade, aumentar a concentração da renda, fortalecer a apartação, comprometer a soberania nacional. Fique atento porque essas medidas sempre chegam disfarçadas de boas intenções, às vezes elaboradas ao nosso lado.

11. Defina o legado que você quer deixar para a história, sem se preocupar com o nome do sistema que você quer construir.

12. Seja sempre brasileiro, mas sem perder seu sentimento para com a humanidade.

13. Sempre que puder, estude a história do Brasil e da humanidade.

14. Leia biografias, sobretudo dos grandes revolucionários do mundo.

15. Não deixe de ler Marx, mas se tiver de escolher, prefira Nabuco. É importante conhecer o grande pensamento universal, mas se tiver pouco tempo, prefira Sérgio Buarque de Hollanda, Florestan Fernandes, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Josué de Castro, Manuel Bonfim.

16. Não fique preso ao que lê e ouve. Olhe ao redor, converse com a realidade. Descubra o que sente e pensa o povo, como vivem as crianças, os pobres, os velhos, os trabalhadores, o que está sendo feito com a nossa natureza, quem ganha e quem perde com a economia, para onde está indo o Brasil.

17. Dê mais valor ao caráter do que às próprias idéias, tanto de aliados quanto de adversários.

18. Seja um analista de política, mas jamais perca a compaixão humana.

19. Não aceite preconceitos, jamais abra mão dos princípios, e nunca misture essas duas coisas.

20. Não tema qualquer aliança, mas não faça nenhuma se tiver de abrir mão de seus princípios e do que você prometeu.

21. Não se contente apenas com as bandeiras político-partidárias. Complemente-as com a defesa de alguma causa social, não-governamental, na sua vizinhança, na sua igreja, na sociedade em geral. Seja um alfabetizador.

22. Não escolha um rótulo para si, não rotule ninguém, nem se deixe ser rotulado.

23. Jamais fique calado quando tiver uma posição sobre qualquer assunto, especialmente quando perceber que medidas tomadas, mesmo que por nosso governo, podem aumentar a concentração da renda, ampliar a exclusão, reduzir salários, destruir o meio ambiente, limitar a liberdade, ferir a cidadania ou a soberania.

24. Quando na oposição, não defenda nada que não possa executar quando for governo. Quando estiver no governo, não faça nada que negue o que você defendia quando era oposição.

25. Aja como se tivesse absoluta certeza, mas pense como se estivesse cheio de dúvidas.

26. É melhor morrer carregando uma idéia que ainda não nasceu do que viver carregando uma idéia morta. Não abandone suas idéias apenas porque caíram de moda, mas não continue carregando, por sectarismo, idéias que já pertencem aos museus.


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Nós podemos ….

Estamos passando por um momento especial da história brasileira. Temos condições de mudar o futuro. Podemos escolher agora qual a direção que vamos tomar.  O Brasil poderá ser só um pouquinho melhor do que é hoje ou poderá ser um país desenvolvido, com justiça social e grande produtor de conhecimento. Podemos escolher entre seguir melhorando aos pouquinhos em várias áreas e piorando em outras (violência, meio ambiente). Podemos continuar a ser um país dos mais desiguais do mundo, ou um país onde todas as pessoas tenham condições de desfrutar da riqueza gerada por todos. É hora de investir em educação. Não um pouquinho. Nada de gambiarra. Precisamos superar os conservadorismos e corporativismos. É hora de uma revolução na educação. Hora de uma mobilização nacional efetiva e responsável. A juventude precisa se encantar com o magistério, com as escolas sendo centros de cultura e tecnologia. O Brasil somente será um país de oportunidades se a educação for o caminho do desenvolvimento. É por isso que precisamos de uma Revolução na Educação.

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